O curso de Solda do SENAI está entre os técnicos mais valorizados no mercado industrial brasileiro em 2026. Está disponível em mais de 500 unidades pelo país, com formação em todas as principais técnicas — Eletrodo Revestido (SMAW), MIG/MAG (GMAW), TIG (GTAW) e Arco Submerso (SAW) — e parceria com a Fundação Brasileira de Tecnologia da Soldagem (FBTS) pra qualificação reconhecida pelos setores offshore, óleo & gás, naval e construção pesada.
O salário médio do soldador no Brasil em 2026 fica entre R$ 2.800 e R$ 6.500 conforme técnica dominada, certificação (SENAI básica, FBTS, AWS) e setor. Soldadores certificados FBTS pra atuar em projetos offshore (plataformas de petróleo e gás natural) acessam contratos com remuneração acima da média industrial — algumas funções em estaleiros e bases offshore chegam a R$ 9.000 com adicional de embarque.
O guia abaixo cobre o catálogo de cursos de soldagem ofertados pelo SENAI em 2026, a inscrição na Bolsa PSG, certificações FBTS e AWS, exigências regulamentares do MTE e a trilha de carreira pra quem está começando ou quer migrar pra técnicas mais valorizadas.
Técnicas de soldagem cobertas pelo SENAI em 2026
- Eletrodo Revestido (SMAW): técnica mais básica, com varetas consumíveis. Carga horária típica de 120 a 200 horas. Aplicação: estruturas metálicas, manutenção em geral, soldagem de campo;
- MIG/MAG (GMAW): técnica com alimentação automática de arame consumível e gás de proteção. Carga horária típica de 160 a 240 horas. Aplicação: indústria automotiva, manufatura, montagem de equipamentos;
- TIG (GTAW): técnica de alta precisão com eletrodo de tungstênio não-consumível e gás inerte. Carga horária típica de 120 a 200 horas. Aplicação: aeronáutica, indústria farmacêutica, alimentos, aço inox;
- Arco Submerso (SAW): técnica de alta produtividade pra peças grandes, com arame e fluxo. Carga horária típica de 80 a 160 horas. Aplicação: tubulações, vasos de pressão, construção naval pesada.
Algumas unidades SENAI ofertam cursos integrados que cobrem múltiplas técnicas em sequência (Eletrodo + MIG/MAG + TIG), com carga horária consolidada de 400 a 600 horas — ideais pra quem quer ampliar leque de atuação.
Bolsa PSG SENAI: cursos gratuitos de soldagem
O Programa Senai de Gratuidade (PSG) oferta cursos sem custo, com prioridade pra alunos de baixa renda, beneficiários de programas sociais e estudantes de escolas públicas. Pra soldagem, há vagas PSG em quase todos os estados do Brasil.
- Inscrição: portal senai.br/psg nos períodos abertos por estado;
- Documentação: RG, CPF, comprovante de residência e, conforme estado, comprovante de matrícula em escola pública ou de renda;
- Vagas: limitadas e com concorrência relevante em capitais.
Cursos pagos do SENAI custam entre R$ 800 e R$ 3.800 conforme técnica e carga horária. Algumas indústrias parceiras subsidiam o curso pra colaboradores e familiares.
Certificação FBTS: o diferencial pra mercado offshore e óleo & gás
A Fundação Brasileira de Tecnologia da Soldagem (FBTS) certifica soldadores conforme normas ISO 9606 e AWS, com prova prática e teórica em laboratório próprio. A certificação FBTS é exigência obrigatória pra atuação em projetos offshore (plataformas de petróleo), naval (estaleiros), óleo & gás (refinarias, dutos) e construção pesada de alta exigência.
- Norma ISO 9606: qualificação internacional de soldadores reconhecida em mais de 40 países;
- Norma AWS D1.1: qualificação americana referência pra estruturas metálicas e tubulações;
- Acesso à FBTS: fbts.org.br. O SENAI tem parcerias e prepara o soldador pra prova FBTS dentro dos cursos técnicos;
- Validade: certificação FBTS exige reciclagem periódica (normalmente 2 a 3 anos), com nova prova prática.
Certificação AWS: padrão internacional reconhecido mundialmente
A American Welding Society (AWS) é referência mundial em normas de soldagem. Soldadores AWS certificados acessam projetos internacionais em óleo & gás, manufatura aeroespacial e construção naval. A certificação acontece via prova prática em centros qualificados — no Brasil, há centros parceiros que aplicam a prova AWS em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Macaé.
- Quem oferta: centros qualificados pela AWS (alguns parceiros SENAI);
- Custo: a prova AWS é paga (entre R$ 1.500 e R$ 4.500 conforme procedimento) e exige preparação consistente;
- Mercado: AWS é diferencial pra vagas em multinacionais e projetos com cliente internacional. Acesso ao site oficial em aws.org.
NR-18 e NR-34: normas regulamentadoras aplicáveis ao soldador
Duas normas regulamentadoras do MTE são aplicáveis ao soldador conforme área de atuação:
- NR-18: regulamenta condições de trabalho na construção civil. Soldadores em obras precisam do treinamento NR-18 atualizado;
- NR-34: regulamenta condições de trabalho na indústria de construção e reparação naval. Obrigatória pra soldadores em estaleiros;
- Textos oficiais: NR-18 · NR-34;
- SENAI: oferta treinamento das duas normas em quase todas as unidades, com carga de 8 a 16 horas.
Salário médio do soldador no Brasil em 2026
- Soldador iniciante (eletrodo revestido): R$ 2.800 a R$ 3.500;
- Soldador MIG/MAG pleno em indústria de manufatura: R$ 3.500 a R$ 4.800;
- Soldador TIG (aço inox, alta precisão): R$ 4.200 a R$ 6.500;
- Soldador certificado FBTS atuando em construção pesada (refinaria, polo petroquímico): R$ 5.000 a R$ 7.500;
- Soldador offshore certificado FBTS embarcado em plataforma: R$ 7.500 a R$ 12.000 (com adicional de embarque).
Faixas mais altas concentram-se em Macaé/RJ, Salvador/BA, Aracaju/SE, Santos/SP e Suape/PE — polos do setor offshore e naval. Soldadores autônomos com clientela em construção civil e manutenção industrial costumam combinar receita por hora trabalhada com manutenção contratada.
Trilha de carreira: do iniciante ao soldador certificado
- Etapa 1: localize a unidade SENAI mais próxima pelo portal oficial e veja o catálogo do estado;
- Etapa 2: escolha a técnica conforme a área que pretende atuar (eletrodo, MIG/MAG, TIG ou arco submerso);
- Etapa 3: inscreva-se na Bolsa PSG nos períodos abertos pra seu estado, com toda a documentação solicitada;
- Etapa 4: conclua o módulo NR-18 e NR-34 dentro do curso técnico;
- Etapa 5: faça a prova de qualificação FBTS — diferencial pro mercado offshore e óleo & gás;
- Etapa 6: considere certificação AWS pra acesso a projetos internacionais.
Soldagem SENAI EAD: o que é possível a distância?
A parte teórica de soldagem (fundamentos, normas, segurança, leitura de desenho) é ofertada no portal senaiead.com.br. A parte prática (manuseio de tocha, manuseio de eletrodo, leitura de cordão de solda) exige presença em laboratório, com bancada, equipamento de proteção e supervisão de instrutor. Curso 100% EAD em soldagem não existe no SENAI por exigência prática inerente à técnica.
Quanto tempo dura o curso de solda do SENAI?
Eletrodo Revestido leva 120 a 200 horas (3 a 5 meses). MIG/MAG leva 160 a 240 horas (4 a 6 meses). TIG leva 120 a 200 horas (3 a 5 meses). Cursos integrados que cobrem múltiplas técnicas duram 400 a 600 horas (10 a 14 meses).
Qual técnica de solda paga mais no Brasil em 2026?
Em mercado geral, TIG e MIG/MAG ficam acima de eletrodo revestido. Em mercado offshore e óleo & gás, soldadores certificados FBTS em técnicas avançadas (TIG aço inox, processos combinados) acessam contratos com remuneração mais alta do mercado. Adicional de embarque em plataforma offshore pode dobrar o salário base.
O curso de solda SENAI prepara pra prova FBTS?
Sim. Os cursos técnicos cobrem o conteúdo prático e teórico exigido pra qualificação FBTS conforme ISO 9606 e AWS D1.1. Alguns SENAI tem parceria direta com a FBTS, com aplicação da prova de qualificação no mesmo laboratório do curso. Recomenda-se confirmar a parceria com a unidade SENAI escolhida antes de matricular.
Posso fazer curso de solda do SENAI online?
Não 100%. Módulos teóricos (fundamentos, normas, segurança, leitura de desenho técnico) podem ser EAD no senaiead.com.br. A parte prática (manuseio de tocha, controle de poça, cordão de solda) é obrigatoriamente presencial em laboratório SENAI com supervisão.
O soldador SENAI consegue trabalhar no exterior?
Sim, especialmente com certificação FBTS conforme ISO 9606 (reconhecida em 40+ países) ou AWS (padrão americano). Soldadores brasileiros atuam em projetos offshore, naval e óleo & gás no Golfo do México, Mar do Norte, Angola, África Ocidental e Oriente Médio. O diferencial é a certificação internacional combinada com inglês técnico básico.












