O curso de Eletricista do SENAI figura entre as qualificações técnicas mais procuradas no Brasil em 2026. Oferta presencial em mais de 800 unidades distribuídas pelos 26 estados e Distrito Federal, com módulos teóricos e práticos em bancadas reais, e exige conclusão da Norma Regulamentadora 10 (NR-10) do Ministério do Trabalho e Emprego como condição pra atuação formal em instalações elétricas.
O salário médio do eletricista no Brasil em 2026 está entre R$ 2.500 e R$ 4.800 conforme nível de qualificação, modalidade (predial, industrial, manutenção) e localidade — com média mais alta no setor industrial e em capitais do Sudeste e Sul. Profissionais com NR-10, NR-35 (trabalho em altura) e registro no Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT) acessam vagas em concessionárias de energia, construção civil pesada, indústria de manufatura e mineração.
O guia abaixo cobre o catálogo do SENAI de cursos de eletricidade em 2026, as modalidades disponíveis, o processo de inscrição na Bolsa PSG (Programa Senai de Gratuidade), exigências regulamentares do Ministério do Trabalho, salário médio e trilha de carreira pra quem está começando do zero ou migrando de outra área.
Modalidades de curso de eletricista no SENAI em 2026
O SENAI organiza cursos de eletricista em três grandes modalidades, com cargas horárias e perfis profissionais distintos:
- Eletricista Instalador Predial: foco em residências, comércios e pequenos edifícios. Carga horária típica de 160 a 240 horas. Aborda instalação de circuitos, quadros de distribuição, iluminação, tomadas e proteção contra surtos;
- Eletricista Industrial: foco em fábricas, galpões e plantas industriais. Carga horária típica de 240 a 400 horas. Aborda comandos elétricos, painéis de força, motores trifásicos, automação básica e NR-10 industrial;
- Eletricista de Manutenção: foco em manutenção corretiva e preventiva de instalações já existentes. Carga horária típica de 200 a 320 horas. Aborda análise de defeitos, leitura de diagramas e segurança operacional.
Algumas unidades SENAI ofertam ainda cursos mais curtos (40 a 80 horas) específicos pra NR-10, NR-35 ou eletricista veicular, indicados pra quem já tem base elétrica e busca certificação regulamentar pontual.
Bolsa PSG: cursos 100% gratuitos no SENAI
O Programa Senai de Gratuidade (PSG) é a principal porta de entrada pra cursos gratuitos no SENAI. Foi instituído pelo decreto que destina parte da arrecadação compulsória do SENAI à oferta de vagas sem custo pra alunos com perfil de renda dentro dos critérios estabelecidos.
- Quem pode participar: brasileiros com prioridade pra alunos de baixa renda, beneficiários de programas sociais e estudantes de escolas públicas, conforme regras de cada estado;
- Como inscrever: pelo portal oficial senai.br/psg, durante os períodos de inscrição abertos por estado;
- Documentação: RG, CPF, comprovante de residência e, em algumas unidades, comprovante de matrícula em escola pública ou de renda;
- Concorrência: as vagas PSG são limitadas e há concorrência significativa em capitais. Aluno aprovado tem 100% do curso bancado pelo SENAI.
Quem não consegue vaga pela bolsa PSG pode optar pelos cursos pagos do SENAI — valores variam por estado e modalidade, com média entre R$ 800 e R$ 3.500 pra cursos técnicos de 200 a 400 horas. Algumas indústrias parceiras subsidiam o curso pra colaboradores de baixa renda.
NR-10: a norma do Ministério do Trabalho que o eletricista precisa cumprir
A Norma Regulamentadora 10 (NR-10) do Ministério do Trabalho e Emprego estabelece as condições mínimas de segurança em instalações elétricas e em serviços com eletricidade no Brasil. Profissionais que atuam em instalações com tensão acima de 50V em corrente alternada ou 120V em corrente contínua precisam comprovar treinamento NR-10.
- Carga horária mínima: 40 horas pra capacitação básica e 40 horas adicionais pra Sistema Elétrico de Potência (SEP);
- Validade: a NR-10 exige reciclagem periódica conforme atualizações normativas e mudança de função;
- SENAI: inclui o módulo NR-10 dentro da carga horária total dos cursos técnicos de eletricidade;
- Texto oficial: consultável em gov.br — Norma Regulamentadora 10;
Empregadores são responsáveis legais por exigir o certificado NR-10 atualizado dos eletricistas contratados. Profissionais sem o documento podem ser autuados em fiscalizações do Ministério do Trabalho, com multa pra empresa e impedimento de atuação no local.
NR-35: trabalho em altura, exigência complementar
A NR-35 regulamenta o trabalho em altura — atividades executadas acima de 2 metros do nível inferior, com risco de queda. Eletricistas que atuam em postes da rede de distribuição, telhados, fachadas e estruturas elevadas precisam comprovar treinamento NR-35.
- Carga horária mínima: 8 horas pra capacitação básica;
- Equipamentos: cinto de segurança tipo paraquedista, talabarte, capacete com jugular, ABS (absorvedor de energia);
- SENAI: oferta o curso complementar NR-35 em quase todas as unidades, com inscrições separadas do curso principal de eletricista;
- Texto oficial: gov.br — Norma Regulamentadora 35.
Curso EAD: SENAI tem eletricista a distância?
O SENAI mantém o portal senaiead.com.br com cursos a distância. Pra eletricidade, a oferta é parcial — módulos teóricos (introdução à eletricidade, fundamentos de NR-10, leitura de diagramas) acontecem online, mas a parte prática (instalação, medição, manuseio de ferramentas) exige presença em laboratório ou polo SENAI presencial.
Cursos 100% EAD em eletricidade básica funcionam como complemento ou pré-requisito, mas não substituem a formação técnica completa, que exige carga prática presencial reconhecida pelo MEC/CFT.
Salário médio do eletricista no Brasil em 2026
Conforme dados consolidados em pesquisas de mercado de trabalho e CAGED em 2026, salários médios do eletricista são:
- Eletricista Predial iniciante: R$ 2.200 a R$ 3.000;
- Eletricista Predial pleno: R$ 2.800 a R$ 3.800;
- Eletricista Industrial: R$ 3.200 a R$ 4.800;
- Eletricista de Manutenção em Concessionária de Energia: R$ 3.500 a R$ 6.000;
- Mestre Eletricista ou Encarregado: R$ 4.500 a R$ 8.500.
Faixas mais altas concentram-se em São Paulo, Rio de Janeiro, capitais do Sul e em polos industriais (Camaçari/BA, Suape/PE, Manaus/AM). Trabalho autônomo via serviços avulsos (instalações residenciais, comércio) pode ultrapassar a média do CLT pra profissional com carteira ativa e portfólio.
Trilha de carreira: do iniciante ao mestre eletricista
Uma rota de qualificação consistente, combinando SENAI presencial e regulamentação MTE (essa é a trilha do HowTo schema — clicável passo a passo):
- Etapa 1: localize a unidade SENAI mais próxima pelo portal oficial e veja o catálogo do estado;
- Etapa 2: escolha a modalidade (predial, industrial ou manutenção) conforme a área que pretende atuar;
- Etapa 3: inscreva-se na Bolsa PSG no período aberto pra seu estado, com toda a documentação solicitada;
- Etapa 4: conclua o módulo NR-10 dentro do curso técnico — exigência regulamentar do MTE;
- Etapa 5: complemente com NR-35 se for atuar em trabalho em altura;
- Etapa 6: obtenha registro no Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT) ou conselho profissional local pra atuação formal.
Como SENAI se compara a outras instituições
Pra o curso de eletricista, as principais alternativas brasileiras são:
- Senac: oferta cursos técnicos em algumas unidades, com foco em instalação predial e residencial;
- Sebrae: não oferta curso técnico de eletricista, mas tem cursos de gestão pra eletricistas autônomos que querem abrir MEI;
- IFs (Institutos Federais): ofertam técnicos integrados ao ensino médio e cursos pós-médio de eletrotécnica, com seleção via processo seletivo competitivo;
- Escolas técnicas estaduais (ETECs em SP, FAETECs no RJ, CFP-CE etc): alternativa pública com qualidade comparável ao SENAI;
- Cursos privados livres: qualidade variável; verificar se incluem NR-10 e se a carga horária prática é suficiente pra mercado.
O SENAI tem como diferencial a integração com a indústria — muitas vagas de aprendizado, estágio e emprego chegam diretamente às unidades SENAI por meio dos comitês setoriais regionais.
Quanto tempo dura o curso de eletricista do SENAI?
A duração varia conforme a modalidade. Eletricista Instalador Predial leva de 160 a 240 horas (3 a 6 meses). Eletricista Industrial fica entre 240 e 400 horas (6 a 10 meses). Cursos curtos específicos de NR-10 duram 40 horas (1 semana intensiva) e NR-35 duram 8 horas (1 a 2 dias).
Qual a diferença entre eletricista predial e eletricista industrial?
O eletricista predial atua em residências, comércios e pequenos edifícios, com instalações em corrente alternada de baixa tensão (127V/220V). O eletricista industrial atua em fábricas e galpões, com comandos elétricos trifásicos (220V/380V/440V), motores, painéis de força e sistemas de automação. Salário e exigência técnica são maiores no industrial.
Posso fazer o curso de eletricista do SENAI online?
Apenas parcialmente. Os módulos teóricos (fundamentos de eletricidade, NR-10 teórica, leitura de diagramas) podem ser cursados online pelo portal senaiead.com.br. A parte prática (instalação, medição, painéis) exige presença em laboratório ou polo SENAI presencial. Curso 100% EAD em eletricidade não substitui a formação técnica completa com prática reconhecida.
O curso do SENAI tem certificado válido no mercado?
Sim. O SENAI é instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) e seus certificados são aceitos por empresas e órgãos reguladores. Pra atuação formal, o eletricista precisa também do certificado NR-10 (incluído no curso técnico) e registro no Conselho Federal dos Técnicos Industriais (CFT) ou conselho competente local.
Quem tem direito à Bolsa PSG do SENAI?
O Programa Senai de Gratuidade (PSG) prioriza brasileiros de baixa renda, beneficiários de programas sociais e estudantes de escolas públicas, conforme regras de cada estado. As inscrições são abertas por período específico em cada unidade. A documentação pedida costuma ser RG, CPF, comprovante de residência e, em alguns estados, comprovante de matrícula em escola pública ou comprovante de renda familiar.













